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anterior prox 03/10/05

A questao das armas, o referendo nao pergunta tudo

08:44 Parece 1 cartaz de menino de ginasio feito para o trabalho de escola mas é a capa da Veja que está nas bancas e mostra francamente esta semana o quanto a revista é 1 singela 'cartilha' da defesa dos interesses dos poderosos. Faz a campanha pelo 'Nao' provavelmente sustentada pelo lobby das armas, nao ha outro lobby interessado neste resultado. 03/10 Julio Hungria

Mas as coisas nao sao tao simples, pra piorar. A propaganda começou oficialmente no sabado, apoiada no rame rame do horario 'eleitoral' que obriga o pais a ver na TV o que nem sempre quer. Acho que as pessoas gostariam de ter a opçao de ver outra coisa - e até de votar em outro referendo que nao referisse um aspecto tao restrito da questao. O barulho na TV trabalha para informar a populaçao mas nao consegue esconder a interferência de interesses de 1 lado e de outro, que vao alem da escolha pelo 'Sim' ou pelo 'Nao' ao sugerir respostas a pergunta 'O comércio de armas de fogo e muniçao deve ser proibido no Brasil?'. 03/10 Julio Hungria

Mauro Malin, no blog do Observatorio da Imprensa aqui, comenta que "as duas organizaçoes que se credenciaram para canalizar na mídia a propaganda das duas respostas apresentaram, na hora do almoço e a noite (no sabado) programas que passam ao largo das questoes decisivas quando se fala em violência e criminalidade - os problemas da polícia e da Justiça". 03/10 Julio Hungria

Malin cutuca feridas até aqui protegidas - "As forças policiais devem estar exultantes, porque é como se sua incompetência, seu grau de contaminaçao pela corrupçao e seu envolvimento direto no crime nao estivessem em discussao". 03/10 Julio Hungria

Anotou a interferência da Veja - "A revista vai chocar muita gente bem intencionada, mas faz bem ao usar a faculdade de se expressar. Melhor do que a hipocrisia ou do que ficar em cima do muro em nome de uma pretensa neutralidade (como O Globo)". No entanto, "ficou com cara de publicaçao de direita, mas isso talvez corresponda ao perfil desejado por seus editores. Num certo sentido, seria parte do marketing da revista, que fala cada vez menos para uma elite intelectualizada e cada vez mais para uma nova classe média, de contornos ainda nao muito claros". 03/10 Julio Hungria

Leia tambem do Observatorio 'Bancada da bala produz empulhaçao política' aqui.

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