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Noticia do Blue Bus - 13/02/06
Marinho | Cartao de credito nao é
privilegio dos ricos 11:38 O cartao de crédito, esse objeto cada dia mais presente em
nossas vidas, completa 50 anos de Brasil em 2006. Mas segue demonstrando vigor
adolescente. Hoje, circulam em território nacional cerca de 68 milhoes de
cartoes das bandeiras Visa, Mastercard, Amex, Diners, 27% mais do que em 2004,
de acordo com dados da Abecs, Associaçao Brasileira de Cartoes de Crédito e
Serviço. Considerando ainda cartoes de loja (99 milhoes) e de débito (171
milhoes), sao 337 milhoes de plásticos na rua, que movimentaram R$ 211 bilhoes
no ano passado. 13/02 Luiz Alberto
Marinho
Entretanto, ao contrário do que muitos podem pensar,
cartao de crédito nao é privilégio de gente rica no Brasil. Pesquisa do Ibope
mostrou que as classes C, D e E já concentram 53% dos cartoes no país, por conta
principalmente dos private label. Tem mais. O estudo 'Mercado de Baixa Renda',
apresentado 3a feira passada em SP pela Credicard, revelou que existem, afinal,
15 milhoes de cartoes de crédito nas maos de brasileiros com renda entre R$ 300
e R$ 500 - representam 22% da base total. 13/02 Luiz Alberto Marinho
A emissao
de cartoes no segmento de baixa renda cresceu 97% entre 2001 e 2005. Só em 2005
esse percentual subiu 33%, enquanto nas demais faixas de renda o crescimento nao
passou de 25%. Claro que o gasto médio desses consumidores é menor - eles
respondem apenas por 6,5% das transaçoes. Mesmo assim, movimentam R$ 8,2 bi.
13/02 Luiz Alberto Marinho
Quase
sempre desprezados pelos bancos, 27% dos portadores de cartoes com baixa renda
contam apenas com o dinheiro de plástico para financiar suas compras. Mas,
espertos, tentam aproveitar promoçoes dos varejistas que oferecem parcelamento
sem juros - 76% deles usaram esse artifício em 2005, contra apenas 65% em 2004.
A maior parte dos gastos da baixa renda no cartao de crédito é para suprir
necessidades básicas - alimentaçao (35%), vestuário (23%), moradia (11%) saúde
(7%) e educaçao (2%). Mas, como pobre tambem é filho de Deus, 22% dos usuários
de cartoes com renda até R$ 500 também usufruem alguns prazeres sofisticados,
como veículos (7%), turismo e entretenimento (4%), hobby (2%) e despesas
diversas (9%). 13/02 Luiz Alberto
Marinho
A mensagem parece clara - os brasileiros de baixa
renda também possuem um alto nível de desejo associado ao consumo, assim como os
de melhor poder aquisitivo. Porém, o pouco dinheiro disponível acaba limitando o
grosso das suas compras ao necessário. A saída é apelar para o crédito. O
problema é que aqui no Brasil o dinheiro é caro. Crédito rotativo do cartao de
crédito ou cheque especial sao modalidades que praticam juros astronômicos.
Empréstimo em banco entao, nao dá nem para pensar. Recentemente, a única boa
notícia para quem ganha pouco foi o crédito consignado. Na briga pelo consumo da
camada mais pobre, levam vantagem lojas dispostas a financiar suas compras sem
juros ou praticando juros baixos. 13/02 Luiz Alberto
Marinho
Só tem um detalhe - esse pessoal que recebe até R$
500 por mês representa nada mais nada menos do que 62% da populaçao
economicamente ativa do país, algo em torno de 46 milhoes de pessoas. Ou as
marcas aprendem a entender e atender esses consumidores, ou vao continuar
perdendo muito dinheiro. Os cartoes de crédito ao menos já estao se mexendo.
Símbolos de status e prestígio, eles agora querem aprender a vender para os mais
pobres. Todas do Marinho, escolha uma na lista entre as opçoes aqui. 13/02 Luiz Alberto Marinho
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