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da Age Isobar
exibe letra da musica em titulos dos posts
Eu, que nunca consegui nem explicar direito como funciona o fax, nao me atrevo a
patrocinar a desilusao que provocaria nela a notícia de que hoje pouca gente
liga para as coisas velhas, mesmo as que têm lindas histórias. Tampouco pretendo
avisá-la de que durabilidade, atributo essencial em sua época, atualmente vem lá
embaixo no ranking das características mais apreciadas pelos consumidores. 05/02 Luiz Alberto Marinho
Outro dia mesmo me peguei tentando lembrar quando e onde isso tudo começou a
mudar. Nao consegui encontrar um marco zero, o Dia D dessa reviravolta no gosto
das pessoas. O mais provável é que o consenso sobre o que é valor no século 21
tenha sido cozinhado em fogo brando ao longo de muitos anos. Meu pensamento
seguinte foi para as outras mudanças em curso. O que mais vai sair desse forno
comportamental? 05/02 Luiz Alberto
Marinho
Artigo publicado 1 mês atrás na Ad Age por Teressa
Iezzi, editora da Creativity, dá uma dica. Além de ser marcada pelo imediatismo
e pelo consumo descartável, nossa sociedade pode também estar caminhando
apressada na direçao do completo isolamento entre as diversas tribos do planeta.
Ela argumenta que a segmentaçao de mercado radical que presenciamos hoje,
reunindo grupos cada vez menores em torno de gostos e hábitos bem específicos,
pode ser a ponta do iceberg de um problema maior, capaz de arruinar o pensamento
coletivo global. Afinal, além de determinar as marcas que consumimos, esse
fenômeno também se aplica a comunicaçao que a gente faz e recebe. O texto da
Teressa aqui
defende ainda a idéia de que, ao restringir o conhecimento apenas as nossas
áreas de interesse, estaríamos estreitando nossa visao de mundo. A consequência
seria a inviabilidade do debate, pelo absoluto desinteresse em conhecer outras
realidades e pontos de vista. 05/02 Luiz Alberto
Marinho
Será que o agravamento das manifestaçoes de
intolerância - étnicas, religiosas e sexuais - e o alargamento dos abismos entre
ricos e pobres, direita e esquerda, oriente e ocidente confirmariam essa tese?
De fato, fomos obrigados a tomar algumas providências para gerenciar a enorme
quantidade de decisoes que se apresentam todos os dias. Pré-selecionamos marcas
autorizadas a fazer contato conosco, definimos assuntos prioritários e
escolhemos os veículos responsáveis por intermediar informaçao e nos explicar o
que acontece no mundo lá fora, sempre com base em critérios de identificaçao. O
resultado é que acabamos recebendo notícias e opinioes que apenas reforçam
nossos pontos de vista e quase nunca alargam nossos horizontes. Assim, fica mais
difícil olhar para fora, aceitar as diferenças e mudar de opiniao. 05/02 Luiz Alberto Marinho
Em resumo, estaríamos aprisionados, sem perceber, em nossos guetos. A ausência
de pontes entre as diferentes culturas produziria ao mesmo tempo uma nova
situaçao de mercado, com a qual as marcas precisariam trabalhar, e uma ameaça a
convivência civilizada entre as pessoas, com a qual precisaríamos todos aprender
a lidar. Todas do Marinho no Blue Bus, escolha uma na lista entre as opçoes
aqui. 05/02 Luiz Alberto Marinho
O
Marinho escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as. E está na Bandnews FM todos os
dias as 11:17.