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Ninguém pode negar que hoje existe um excesso de opçoes à
disposiçao dos consumidores. Além do mais, a tecnologia está nivelando
rapidamente a qualidade da maioria dos produtos no mercado. Isso tudo dá mais
poder ao consumidor e tira o sono dos varejistas. Tem até uma expressao pra
definir isso - que está sendo repetida aqui a exaustao - 'commodity hell' (em
português algo como 'o inferno da comoditizaçao'). Como está cada dia mais
difícil diferenciar as marcas com base na performance dos produtos e
considerando que preço é uma estratégia perigosa e para poucos, o que sobra,
afinal, sao mesmo os fatores emocionais. 16/01
Luiz Alberto
Marinho em NY
Daniel Pink, jornalista que escreveu um bom livro,
batizado no Brasil de 'O cérebro do futuro', disse ontem que design, histórias,
empatia com o consumidor e diversao, para citar apenas alguns exemplos, serao
mais importantes do que durabilidade, velocidade e precisao, na tarefa de
seduzir as pessoas. Por isso, segundo ele, o marketing do futuro pertencerá mais
aos artistas do que aos engenheiros. Marc Gobé, o francês baixinho e simpático
que escreveu 'A emoçao das marcas' e lançou no ano passado 'BrandJam', disse que
as marcas precisam aprender a improvisar, como no jazz, para sobreviver nesse
mundo instável em que vivemos. E Dan Tapscott, autor de 'Wikinomics', defendeu a
tese de que a cultura colaborativa vai invadir cada vez mais as empresas. Isso
significa deixar que os consumidores digam como devem ser os produtos e as lojas
e que possam interferir na comunicaçao das marcas. 16/01 Luiz Alberto Marinho em
NY
O problema é que para tudo isso acontecer, as marcas precisam
abraçar as mudanças e aceitar que os consumidores tenham um papel importante no
seu processo de marketing. Um empecilho importante, entretanto, será a vaidade
de alguns executivos e a miopia de várias empresas. Todos dizem que escutam os
consumidores, mas bem poucos prestam atençao de verdade neles. Como disse certa
vez Terry Leahy, CEO da rede de supermercados inglesa Tesco - "muitas
organizaçoes dizem que ouvem os clientes, mas elas sao bem seletivas na hora de
decidir o que se permitem escutar" ;- ). Todas do Marinho no Blue Bus, escolha
uma entre as opcoes na lista aqui. 16/01 Luiz Alberto Marinho em
NY
O Marinho escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as.
Blog com bastidores aqui.