|
Home
Lista
Randomize!
About us
|


veja aqui


veja essa foto
Os
reflexos da elevaçao no consumo de alimentos nos países emergentes, efeito
colateral da onda de crescimento na economia global, foram sentidos claramente
no mercado nacional. De acordo com o IBGE, em 2007 o preço do feijao subiu 104%,
a batata ficou 70% mais cara e o frango aumentou 15%. A decisao dos EUA de
investir na produçao de etanol fabricado a partir de milho agravou o cenário.
Para você ter uma idéia do efeito dominó que isso desencadeia, basta dizer que o
IGP-M da FGV encerrou 2007 em 7,75%, mais que o dobro do ano anterior, por culpa
da inflaçao dos alimentos. Detalhe - como o IGP-M é o índice mais usado para
calcular o reajuste dos aluguéis, as despesas de muita gente deram um salto no
começo do ano. Vale lembrar ainda que a conta do almoço fora de casa também
ficou mais salgada - 11,6% mais salgada, para ser bem preciso. 25/02 Luiz Alberto Marinho
Apesar de
tudo isso, o varejo foi muito bem em 2007. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC)
do IBGE registrou crescimento de 9,6%, puxado exatamente pelos supermercados,
seguidos por lojas de eletrodomésticos, móveis, moda e eletrônicos, coluna
anterior aqui. Agora, imagine como os segmentos nao alimentícios poderiam ter
crescido sem a pressao dos preços da comida sobre o orçamento dos brasileiros.
O problema é que, apesar de uma auspiciosa desaceleraçao na inflaçao dos
alimentos observada aqui em fevereiro, as consequências da demanda aquecida por
commodities devem continuar a assombrar o varejo tupiniquim ao longo do ano e
por isso mesmo devem ser consideradas nos planos de comunicaçao de anunciantes e
agências. Afinal, resta pouca dúvida de que nesse mundo conectado em que
vivemos, arroz e feijao concorrem diretamente com o celular, o tênis da moda e o
cineminha com os amigos. Todas do Marinho no Blue Bus, escolha uma entre as
opcoes aqui. 25/02 Luiz Alberto Marinho
O
Marinho escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as. Blog com bastidores aqui.