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Há 2 meses a 'The
Economist' dedicou uma extensa reportagem a análise das consequências da extrema
mobilidade, promovida por celulares e acesso a web sem fio no comportamento dos
indivíduos. Entre outros, a revista entrevistou Sherry Turkley, psicóloga do
MIT, que afirmou categoricamente que as tecnologias sem fio estariam conduzindo
ao surgimento de "um novo tipo de pessoa". Segundo Sherry, no passado nós
primeiro experimentávamos um sentimento e movidos por esse sentimento
telefonávamos para alguém. Hoje, ao contrário, nós procuramos contato com gente
conhecida e desconhecida em busca de alguma sensaçao. Isso alimentaria o
estabelecimento de relaçoes superficiais, baseadas em sentimentos surgidos pela
oportunidade de conexao e nao pelo desejo genuíno de encontrar ou falar com
determinada pessoa. Pense em você mesmo, preso no trânsito e jogando conversa
fora pelo celular, apenas para matar tempo, ou naquele sujeito viciado em
paquera nas salas de bate papo virtual, para ver que talvez essa teoria, afinal,
nao seja assim tao despropositada. 04/06 Luiz Alberto
Marinho
Nao sao poucos os analistas que acham que os terráqueos maduros tendem a
usar a tecnologia da informaçao para otimizar o tempo e curtir melhor seus
relacionamentos reais, enquanto os mais jovens costumam usá-la para criar e
alimentar relaçoes virtuais que eliminariam a necessidade de encontros
interpessoais. Nesse novo universo, onde praticamente tudo acontecerá em tempo
real, sentimentos duradouros seriam cada vez mais raros. Mas as experiências
individuais de prazer instantâneo se sucederiam em velocidade vertiginosa. Será
que é isso mesmo o que nos espera no futuro? Todas do Marinho no Blue Bus,
escolha uma entre as disponiveis na lista aqui. 04/06 Luiz Alberto Marinho
O Marinho
escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as. Blog com bastidores aqui.