anterior prox 07/07/08
Vender gato por lebre chamando o bichano de orelhudo |
Serva 07:15 Ainda sobre os 'blogs-de-aluguel', li, na 6a feira, a nota
do Ricardo Cabianca aqui, na qual há algumas colocaçoes que me deixam
preocupado. O texto afirma, primeiro - "Defendo que os anunciantes entendam que
(...) fingir que os consumidores estao se expressando por conta própria nao tem
resultado"; em seguida, diz - "Mas defendo tbm que antes de atacar açoes nas
mídias sociais, percebam que estao jogando contra o próprio mercado, pois o
objetivo sempre será fazer os anunciantes venderem mais (...)". Por fim, propoe
um certo 'embaixablog' para definir quem fala de uma marca de forma "imparcial"
e "clara". 07/07 Jayme
Serva
Peraí: se é "imparcial", nao é "embaixa", se é "embaixa", nao é
"imparcial". Uma questao chave no desenvolvimento de qualquer meio de
comunicaçao é a distinçao clara do que é informaçao isenta, o que é opiniao e,
finalmente, o que é informaçao remunerada. Sob esse ponto de vista, a expressao
'blog-de-aluguel' é adequadíssima para definir quem cedeu espaço temporariamente
a uma marca em troca de remuneraçao (se nao fosse temporário, seria 'blog à
venda', mesmo). 07/07 Jayme
Serva
Já o neologismo 'embaixablog', salvo uma imensa falta de compreensao da
minha parte do que está ali escrito, é apenas um eufemismo. Nao há nada errado
em criar e vender espaço publicitário, dentro dos limites da lei. O que nao dá
para aceitar sao as tentativas de fazer crer ao público que opiniao ou exposiçao
remuneradas sobre um produto ou serviço sao "imparciais" e "claras", e que
mostrarao os "pontos negativos" junto aos positivos. 07/07 Jayme
Serva
Ao fim da leitura, como ao fim da 'Revoluçao dos Bichos', nao se
consegue distinguir o que é 'blog-de-aluguel' do que é 'embaixablog'.
Consegue-se, no máximo, enxergar mais uma tentativa de vender gato por lebre
chamando o bichano de orelhudo. 07/07 Jayme
Serva
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