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anterior prox 28/07/08

Marinho | Interatividade br depende mais de coragem q de verba

11:15 Durante a Conferência de Planejamento da 4As (American Association of Advertising Agencies), realizada na semana passada em Miami (veja cobertura completa procurando na Busca), George Scribner e Elmer Weber apresentaram a filosofia da agência digital Digitas, onde a expressao ‘público-alvo’ é substituída pela palavra ‘participantes’. Parece quase a mesma coisa, mas nao é. O 1º conceito sugere que a campanha discurse para espectadores passivos e o 2º inclui obrigatoriamente algum tipo de interatividade. 28/07 Luiz Alberto Marinho

Todos os que acompanharam o Festival de Cannes deste ano já haviam percebido que a palavra interatividade deve tornar-se mesmo obrigatória na maior parte dos pedidos de trabalho das agências – os exemplos do ‘Voyeur’ da HBO, do ‘Whooper Swap’ do Burger King, entre outros, estao aí mesmo para comprovar a tese. De fato, até agora o objetivo da maioria das agências sempre foi fazer com que a mensagem seja recebida e absorvida pelo tal público-alvo, na convicçao de que isso seria suficiente para produzir a açao desejada. Porém, cresce rapidamente a percepçao de que o consumidor quer participar - os nativos digitais possuem um ‘mindset’ diferente. 28/07 Luiz Alberto Marinho

A interatividade também está inspirando o discurso de algumas agências brasileiras. A Talent, por exemplo, dedicou a 4ª ediçao da série ‘Talent Trends’ a esse tema. O livrinho ‘Interatividade, um novo caminho’ está sendo distribuído a clientes e amigos da agência. Segundo Paulo Stephan, Diretor de Mídia da Talent, com quem conversei na 6ª feira passada, de agora em diante será impensável focar qualquer trabalho na emissao de um sinal sem a expectativa de receber de volta alguma resposta. O principal motor dessa mudança seria o comportamento dos consumidores brasileiros, cada vez mais conectados e acostumados ao diálogo por meio de seus computadores e celulares. 28/07 Luiz Alberto Marinho

Mas, será que o nosso mercado, leia-se anunciantes e mídias, está preparado para esse novo cenário? Com sinceridade, Stephan, admite que ainda há um numeroso grupo de executivos de marketing e de agências com receio de mudar algo que sempre foi feito da mesma forma. “Abraçar a interatividade independe de verba, depende isso sim de coragem”, afirmou Stephan. E eu acrescentaria - o problema é que coragem é algo em falta em nosso mercado. Todas do Marinho no Blue Bus, escolha uma na lista entre as opçoes aqui. 28/07 Luiz Alberto Marinho

O Marinho escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as. Blog com bastidores aqui.

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