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prox 11/08/08
Essa internet q as pessoas nao conhecem direito |
Marcelo Coutinho
08:00 "Caro, O que era para ser um bate papo com a Carta Capital
na ultima 4a acabou virando uma entrevista para o site deles aqui. Ao reler agora a transcriçao, nao pude deixar de
lembrar de um papo nosso, em 2004, que acabou virando um artigo ai no Blue Bus -
leia A Internet nao é bem isso. Acho que naquela epoca a
gente tateava as "outras maiores perguntas", mas sem ter muito claro quais eram.
Agora, só falta encontrar as respostas...". 11/08 Marcelo Coutinho
Alguns
trechos da entrevista do Marcelo Coutinho (nao perca!)
Veja esse - "Nao
existe um estudo que determine o número de lan houses no Brasil, mas dá para
afirmar, baseado em pesquisa pessoal minha que em Heliópolis (bairro da
periferia de Sao Paulo, onde fica a maior favela da capital paulista) sao 19 lan
houses em 2007".
Outro - "O computador virou um eletrodoméstico. E isso
por dois fatores - ele é uma alternativa de lazer muito barata e muito atraente
em um país que carece de espaços públicos e gratuitos de lazer
(.....)".
Mais um trecho - "Hoje em dia com todos os problemas de
violência urbana, e esse é um dado que nao aparece só na sociedade brasileira,
está presente de maneira global, há uma tendência das pessoas se insularem, ou
seja, as pessoas cada vez mais circulam dentro de espaços privados, como a casa,
e nesse tipo de espaço o computador assume um papel cada vez mais central, a
ponto de ficar na área nobre da casa, que é a sala, nos domicílios de menor
renda".
Mais - "No modelo antigo, o líder de opiniao era o que eu sou
para você hoje nesta entrevista. Você me procurou porque sabe que trabalho em
uma empresa grande, tenho exposiçao na mídia, estudei sobre o assunto que você
quer falar, você me reconhece como uma referência. E veja, no mundo analógico,
era a tendência que esse líder fosse uma pessoa com todas essas referências,
porque era caro ter a opiniao de um outro especialista (.....) Agora nao. Agora
o seu amigo, aquele que sabe tudo de carros, tem milhares de fontes digitais e
gratuitas para se informar. E se ele souber processar essas toneladas de
informaçao e oferecer para os outros uma opiniao relevante e jogar isso na
internet, ele se tornará um líder de opiniao, muito mais próximo para milhoes de
pessoas do que, por exemplo, eu para você nesta entrevista".
Ainda mais
um trecho - "Nós estamos vendo o começo do fim da era dos discursos (.....) Eu,
como professor na pós-graduçao, também sofro com isso, venho com uma aula
preparada, com um discurso preparado, para transmitir aos alunos. Isso daria
certo 5, 10 anos atrás. Hoje em dia, eu começo a falar sobre um assunto,
apresento dados e os alunos começam a me confrontar, “Nao é bem assim professor,
esses dados que você está citando foram atualizados ontem, eu li em um blog, e
os seus já nao fazem sentido” (.....) Neste exato momento, o poder econômico, o
poder intelectual, o poder da imprensa tradicional, estao em cheque com a Web
2.0. Se essa revoluçao que alguns chamam de sociedade informacional vai abalar
mesmo essas instituiçoes tradicionais, eu nao sei te responder, ainda estamos no
campo das hipóteses".
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