anterior prox 23/11/09
Uma linha, onde a cada extremo penduramos as palavras
ABERTO e FECHADO 08:25 Quando vemos a presença online da Zappos, o lançamento de
automóveis no Facebook, ou ainda a Lego permitindo que o público palpite sobre o
design de seus próximos brinquedos, só para citar alguns exemplos, parece que
esse negócio de estar nas redes sociais e aberto à interaçao com o consumidor é
tudo de bom, é tudo que as marcas precisam para (re)conquistar sua
credibilidade, num mundo onde o povo agora tem voz e é realmente participativo.
23/11 Marcelo Albagli em NY
Maravilha, mas
queria propor um exercício, só pra ver se é assim mesmo que a coisa funciona.
Imagine uma linha, onde a cada extremo penduramos as palavras 'ABERTO' e
'FECHADO'. A essa linha vou chamar de 'sociometro', e com ela poderemos medir o
grau de abertura e participaçao de pessoas e marcas, de acordo com sua presença
nas redes sociais. 23/11 Marcelo Albagli em
NY
Agora pense em John McCain e Barack Obama. Já que as redes sociais foram
fundamentais na última campanha presidencial aqui nos EUA, talvez essa seja uma
boa oportunidade para colocarmos o sociometro em prática. McCain é republicano,
tradicional, ligado ao grupo de Bush - um dos políticos mais nefastos e
arrogantes dos últimos muitos anos. No sociometro, McCain tende claramente pro
lado FECHADO da linha. Agora pense em Barack Obama. Ah, desse todo mundo gosta!
Obama tem milhares de fãs no Facebook, no YouTube, no MySpace, tem fotos no
Flickr, conta no Twitter, e ainda incorporou as novas tecnologias à política de
seu governo, depois de eleito - iniciando um processo de abertura na Casa Branca
nunca visto antes. Nao é preciso dizer que Obama tende para o lado ABERTO do
sociometro. Cool! 23/11 Marcelo Albagli em
NY
Mas vamos pensar em uma terceira pessoa - Steve Jobs. Jobs nao tem conta no
Facebook, nao dá suporte pelo Twitter, e o design de seus produtos é guardado a
sete chaves. Desbloquear um iPhone é um inferno, e pra publicar uma nova app no
Apple Store, só mesmo passando pela aprovaçao da equipe responsável antes - nao
tem essa de software livre aqui nao senhor. Como McCain, Jobs tende obviamente
pro lado FECHADO do sociometro. Como especula Tom Foremski, da ZDNet, Jobs
talvez tenha até proibido o Twitter entre seus funcionários. 23/11 Marcelo Albagli em NY
Mesmo que você nao
seja um 'Apple-freak', nao acredito que nao fique maravilhado com um iPhone nas
maos, que nunca tenha babado na frente de um iMac, ou que nunca tenha se
deliciado com um iPod. Com raras exceçoes, todo mundo gosta da Apple, em maior
ou menor grau - e se nao gosta da Apple, nao é possível que também nao goste da
Pixar, outra empresa de Jobs. 23/11 Marcelo Albagli em
NY
Tenho visto trabalhos medíocres de 'presença online', executados sob o argumento
de que "nao podemos ficar fora dessa"; ao que parece, tem muita gente
acreditando que basta colocar um vídeo no YouTube ou abrir uma conta no Twitter
pra ficar bem na boca do povo. Claro, a voz do povo é a voz de Deus - mas e a
sua voz, qual é? 23/11 Marcelo Albagli em
NY
(Esse texto foi inspirado pela palestra 'Radical Transparency
Brand Chaos in Networked World', de Adam Lavelle (iCrossing), que assisti no Web
2.0 Expo aqui em Nova Iorque, na semana passada)
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