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Qual é este modelo tao veementemente defendido? A remuneraçao por
comissao da veiculaçao, a bonificaçao de volume e eventualmente, a troca de
parte da comissao por um fee mensal. Será que num cenário onde os investimentos
em internet vao ultrapassar os investimentos em TV (na Inglaterra, em 2009, leia
aqui), onde o break perde lugar para o conteúdo, onde
a grande idéia criada pela agência tem tanto apelo para ser usada em um
sem-número de aplicaçoes fora das mídias tradicionais, este é realmente o modelo
que vai garantir o sucesso e o crescimento do negócio nos próximos anos? 18/04 Sergio Viriato
Este mercado a ser defendido é aquele onde, a
cada concorrência, correm a boca pequena as concessoes feitas pelas agências
para ganharem contas sem respeitar as normas do CENP. É também o mercado onde,
nos anunciantes, cada vez mais as decisoes de publicidade estao nas maos de
gerentes 'pormim' - "por mim tudo bem, mas preciso consultar o chefe". Estes
gerentes nunca podem dizer sim, mas sempre podem dizer nao. Sao os maiores
defensores do status quo, do risco zero. E, afinal, é também o mercado onde as
negociaçoes entre os fornecedores e os clientes de publicidade e marketing sao
definidas pelo mesmo departamento que compra o parafuso, o clips, o grampeador e
o cafezinho. 18/04 Sergio
Viriato
É triste que o principal esforço das lideranças das agências na
preparaçao do primeiro Congresso do mercado em 30 anos tenha sido a mudança do
nome painel ‘O modelo brasileiro de remuneraçao das agências de publicidade’
para ‘A Valorizaçao, a Prosperidade e a Rentabilidade da Indústria da
Comunicaçao’. Remuneraçao é uma palavra tabu. 18/04 Sergio Viriato
No mundo real, a televisao aberta e a mídia
impressa - que sao as grandes financiadoras do sistema de BV - vao perdendo
participaçao no bolo publicitário. E vao sendo substituídas por mídias
pulverizadas, que nao concentram a mesma quantidade de 'V' para poderem ficar
distribuindo 'B'. Quando o mercado fala que "a linha acabou", se referindo às
expressoes Below e Above the line, ele está dizendo é que o ATL (above the line)
está diminuindo, e diminuindo rápido. Em algumas empresas, o investimento na
trinca TV+Jornal+Revista já perde para as outras mídias e as açoes de promoçao,
ativaçao e para um crescente investimento na 'presença online', muito mais
focada em conteúdo, virais, redes sociais, links patrocinados do que em banners.
18/04 Sergio Viriato
O grande e principal trabalho das agências é a
criaçao. Nao importa para que mídias, nao importa se para o break, o conteúdo, a
embalagem ou o conceito. O modelo que precisa ser discutido e questionado, é o
modelo que dá a criaçao de graça para ganhar dinheiro comprando mídia. O modelo
que entrega os direitos autorais de uma idéia milionária em troca dos trocados
do BV. O modelo onde uma agência cria o filme mais visto do YouTube e precisa
passar ele na televisao porque o Youtube nao é 'mídia' no conceito tradicional
do mercado. O modelo onde a 'big idea' desenvolvida por uma agência vai embora
com a conta para outra agência que conseguiu 3% de desconto na negociaçao de
mídia. 18/04 Sergio
Viriato
Peter Drucker diz que a melhor maneira de se prevenir para o futuro é
criá-lo. Fica a esperança de que a voz do mestre inspire os líderes e delegados
do 4o Congresso. 18/04 Sergio
Viriato



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