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Redes de TV dos EUA processam operadora de TV a cabo por permitir pular comerciais 

Para você ter uma
idéia do que anda acontecendo, basta dizer que 85% dos brasileiros de baixa
renda consideram que sua condiçao econômica atual vai de regular para boa e que
apenas 25% acham que a vida ficou pior nos últimos 3 meses. Porém, chega a 43% o
percentual dos que acreditam que o país piorou de 6 meses para cá. Além disso,
76% estao preocupados ou muito preocupados com a crise, 90% pensam que o país
será afetado por ela e 88% dizem que a própria família sofrerá de alguma maneira
as consequências desse problema. O que mais se espera é o aumento do
desemprego, reduçao nos salários e aumento da inflaçao. Em outras palavras, o
que assusta essa gente é a possibilidade de ter que reduzir o consumo e a nao
conseguir pagar suas contas e dívidas. 12/11
Luiz Alberto
Marinho
O que faz com que as pessoas acreditem que todas essas coisas ruins
acontecerao com elas em breve, apesar de haver poucos sinais concretos da crise
em suas vidas? É justamente o barulho que se faz em torno do tema, especialmente
na mídia, que alimenta com fervor o pessimismo desse pessoal. 12/11 Luiz Alberto Marinho
Mesmo sem entender
direito o que acontece no mundo, 61% dos brasileiros que habitam a base da
pirâmide social cogitam pisar no freio e adiar a realizaçao de sonhos de
consumo. Os mais preocupados sao os que moram no interior, as mulheres e os mais
velhos. Entre as medidas que poderao ser adotadas, caso a situaçao piore de
fato, estao a diminuiçao dos gastos, a reduçao do grau de endividamento, a busca
por mais um emprego e o adiamento de compras planejadas para o ano que vem,
especialmente a aquisiçao de automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos, a
reforma da casa e a compra de imóveis. 12/11
Luiz Alberto
Marinho
Do ponto de vista das marcas e do varejo, o que esse consumidor popular
pode fazer é procurar lojas mais baratas, cortar produtos supérfluos, diminuir a
frequência de compra e trocar as marcas preferidas por similares mais em conta.
Os setores que sofreriam menos, se a crise bater na porta das classes C e D,
seriam os relacionados com limpeza, saúde, moradia, alimentaçao e educaçao. Os
maiores cortes seriam em lazer, vestuário, cartoes de crédito e celulares. O
grande termômetro do pessimismo do consumidor popular brasileiro será este
Natal. Nada menos do que 63% dos entrevistados pensam em mudar a forma de
presentear. Se eles farao isso realmente ou nao é algo que somente saberemos no
início do ano que vem. 12/11 Luiz Alberto
Marinho
Concluindo, a pesquisa da McCann mostra que as classes C e D já sabem o
que fazer se a crise invadir suas casas sem pedir licença. Desemprego de algum
parente ou amigo próximo, aumento da inflaçao e incapacidade de pagar contas ou
dívidas seriam os principais sinais de que é chegada a hora de agir. Elas estao
assustadas e preocupadas, nao com o presente, mas principalmente com as
incertezas do futuro e a possibilidade de perder boa parte do que conquistaram a
duras penas nos últimos anos. Todas do Marinho no Blue Bus, escolha uma na lista
aqui. 12/11 Luiz Alberto Marinho
O Marinho
escreve no Blue Bus as 2as, 4as e 6as. Blog com bastidores aqui.