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Resposta | Casas Bahia em Paraisopolis, consumo ou consumismo?

12:44 Elisa e Júlio, em resposta ao comentário do Jayme Serva, notas da 6a feira aqui e aqui, segue o texto abaixo - 17/11 Ricardo Campos.

"Antes de qualquer coisa, agradeço o comentário, acho bacana haver novos pontos de vista. Em meu comentário anterior, atentei para o consumismo, o que é diferente de consumo. Vemos na rede de lojas em questao, a maior verba em publicidade do país, superando-se a cada ano. Com isso, chegamos num ponto em que a mensagem nao é apenas - 'Compre o que você precisa para sua casa, suas reais necessidades para viver bem'. Mas indiretamente o que vemos é - 'Compre mais! Você nao será digno, nem realizado o bastante, se nao tiver em casa uma tv de plasma, um MP7 para sua filha ou um PCTV para seu filho'..."

"Assim, quando estamos falando de pessoas de menor poder aquisitivo, logo vemos um nível cultural e escolar infelizmente mais baixo, o que os torna de certa forma mais vulneráveis aos argumentos inquestionáveis de vendedores e publicitários da rede. Uma loja ao lado só iria aguçar e trazer à tona a necessidade do que nao se precisa, para que com isso, se gaste o que pouco se tem, com o que nunca se satisfaz. Sempre vai ter algo pra ser comprado, faz parte da obsolescência planejada! Você nunca verá uma publicidade das Casas Bahia dizendo - Pronto, você já tem tudo, pode investir o dinheiro em algo rentável!"

"É simples, basta olhar ao redor e constatar, em tempos de crise e dificuldade financeira a ordem é gastar o mínimo, guardar dinheiro, consumo consciente, para quem sabe assim (no caso de Paraisópolis) poder sair de uma situaçao precária, comprar uma casa melhor, ter um negócio próprio, quem sabe".

"Nunca pensei que Paraisópolis fosse um lugar feito de papelao e compensados de madeira. Apenas penso que trata-se de um lugar com outras prioridades ao invés do consumismo. Também nao creio ter faltado com respeito, quando disse 'prender pessoas ao consumismo', que no contexto do comentário, trata sobre até onde a rede chegaria para ter mais 'adeptos'. Vida longa ao progresso dos moradores de Paraisópolis".


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